segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

   Capitulo 16


 -Depois de tantos anos é a primeira vez que venho para Londres, isso é estranho. Acho que conheci quase o mundo todo e um país como a Inglaterra eu nunca pensei em conhecer- disse o alto homem de cabelos negros e aparência respeitadora para o assistente.
 - acho que o senhor nunca achou necessário, peço desculpas por não ter conseguido comprar a casa ainda, mas ficará em um ótimo hotel no centro da cidade- disse o assistente- de onde terá uma vista incrível, o senhor poderá perceber que Londres é uma cidade incrível.
- A única coisa que acho é que você, senhor Benson, está tentando me mostrar todos os encantos de Londres para que eu resolva ficar mais que o tempo previsto. Sabe por que me mudo muitas vezes, sabe que é necessário. Poderemos ficar mais tempo, mas não estabelecer residência permanente.
- permanente tipo... Para o resto da vida não, mas o senhor viu que o mercado está estável. Não pensa em tirar férias?
- nunca pensei nisso, posso pensar na sua ideia. Agora quero tomar um banho e descansar e quero que marque a reunião com os acionistas e diretores o mais rápido possível.
- farei isso amanhã bem cedo.
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- marquei sua reunião para as dez da manhã.
- cedo hein!- disse irônico
- foi a hora que consegui hoje, o senhor havia dito que não queria atrapalhar era a única hora que não precisariam mudar a agenda da empresa.
- tudo bem assim então.
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-Louise: mamãe – disse chorando- não vou ter aula de teatro hoje e o Charlie ainda não chegou.
Demi: calma meu amor ele está demorando deve ser por causa do trânsito, mas ele não te esqueceu de fica esperando no mesmo lugar de sempre que ele vai aparecer.
Louise: mas está ficando tarde- continuou chorando- vou ficar sozinha aqui na escola com o porteiro de novo, eu não gosto.
Demi: vou ligar pra ele e falar pra se apressar tudo bem? Enquanto isso fique calma porque a mamãe não pode sair daqui. Desculpa meu amor
Louise: ta bom- disse conformada- aimez-vous
Demi: aimez-vous trop- e desligou.
Essa já era a quinta vez que Charlie, o motorista, perdia a hora de pegar Louise na escola e a quinta vez também que Jordan, a babá, esquecia-se de lembra-lo. Demi não tinha coragem de despedi-los, pois sabia o que era ter muitos deveres em sua responsabilidade e Charlie já era um homem com a idade um pouco avançada que precisava do emprego para ajudar a filha com a faculdade, ela sabia como era caro se manter na faculdade sua sorte foi sua bolsa ter sido várias vezes renovada. Enfim ela sabia como era difícil não tinha coragem suficiente.
Demi: Charlie você já está indo pegar a Louise?- era a costumeira pergunta, era desse jeito só para não acusa-lo de uma vez que havia esquecido.
Charlie: Oh meu Deus!- e a mesma resposta- eu me esqueci de avisa-la dona Demetria. Minha filha sofreu um acidente e tive que correr para o campus, desculpe-me esqueci de comunica-la- pelo menos hoje tem um motivo real, pensou Demi.
Demi: tudo bem esqueça isso, como sua filha está?
Charlie: ela quebrou o pulso somente, mas fiquei tão preocupado que parecia que era algo pior.
Demi: fique com sua filha darei um jeito de pegar a Louise
Charlie: oh não! Que é isso dona Demetria sairei daqui voando e pegarei a pequena me desculpe
Demi: tem certeza que não tem problema porque eu realmente teria um problema em sair daqui agora
Charlie: pode deixar.
Ela se sentiu aliviada pelo menos poderia ficar despreocupada.
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- serio?- perguntava irritado- depois de esperar duas horas vens me dizer que não deu pra comparecer, pois havia outro assunto que exigia sua atenção?- não me importo de cancelar a reunião, mas me importo se não for avisado afinal era eu o motivo da reunião- continuou sem dar chance do diretor falar- o problema é seu se não consegue se gerenciar e pouco me importa como vai chegar aqui na sexta, mas é o dia que quero que remarquem a reunião. Não me interessa se deveria está viajando.
Saiu deixando muito irritado deixando o diretor de economia com um grande problema.  Como não teria mais o que fazer voltou agora para seu novo apartamento e decidiu dar um passeio pra se livrar da raiva que sentia colocou a guia no seu cachorro e saiu.
Já tinha andado pelo menos uns cinco quarteirões estava pensando em parar em uma lanchonete e beber uma água, mas se sentia meio perdido e precisava se situar. Parou em uma lanchonete pediu um refrigerante e uma garrafa de água que ele daria um jeito de dar ao cachorro quando olhou para o lado oposto da rua o que chamou sua atenção foi a garotinha sentada nos degraus da escola chorando, chorando muito. Ele pediu mais uma garrafa de água e atravessou a rua.

- Uma menina tão linda não deveria está chorando- falou se recostando no portão aberto- sem obter resposta continuou- você ta bem? Vi você chorando e fiquei preocupado, ei você ta me ouvindo?- persistiu, pois a menina só chorava e olhava pra baixo.

continua...

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